Os Artistas

Ricardo Herz e Camerata Romeu

O som da cumplicidade

A primeira vez que Ricardo Herz ouviu a Camerata Romeu foi em 2016. Tocavam com Egberto Gismonti. Era muita precisão, ginga, alegria de tocar, técnica, trabalho... amor pela música. Nesse dia nasceu seu sonho de um dia fazer música com essa orquestra incrível. Acercou-se das “meninas”, deu CDs, manteve contato. Dois anos depois a Camerata voltou ao Brasil e Ricardo entregou os primeiros arranjos à Maestrina Zenaida Romeu, estreitou laços pessoais e artísticos com as meninas e decidiu ir a Cuba levando todos os arranjos de um projeto de sonhos.

Criada em 1993 e dirigida por Zenaida Romeu, a Camerata Romeu, orquestra de cordas é integrada apenas por mulheres. Projetada de maneira original, dedica-se ao reconhecimento e promoção de  música cubana e latinoamericana, com uma nova imagem cênica, tanto pelo repertorio como  o vestuário das musicistas, assim como pela exigência de tocar o repertorio de memória,  Ricardo Herz, violinista, compositor, arranjador tem uma sólida formação musical, do erudito ao jazz. Apoiado nas técnicas aprendidas criou uma maneira muito própria de tocar o violino, com muito ritmo, swing, personalidade. O público vai escutar uma música clara, cheia de energia, nova, fresca, intensa ritmicamente, bem concebida, com o sabor próprio da música brasileira e executada por um grupo de artistas profundamente comprometido e cumplice na música que toca.

Um encontro memorável A Camerata Romeu é uma orquestra de cordas cubana, internacionalmente renomada, composta exclusivamente de mulheres, e dirigida pela maestrina Zenaida Romeu. Ricardo Herz, violinista compositor e arranjador brasileiro que desenvolve há mais de 20 anos um estilo totalmente brasileiro de tocar o violino, é hoje um dos expoentes da música instrumental brasileira. Nesta turnê Ricardo e a Camerata lançam o álbum Ricardo Herz e Camerata Romeu| Nova Música Brasileira Para Cordas que foi gravado em Havana, em Julho de 2018. No repertório dos concertos estarão composições de Ricardo Herz, arranjadas especialmente por ele para orquestra de cordas e violino solo. Arranjos que utilizam como base os rítmos brasileiros, tais como o baião, o chamamé, a toada, o choro, misturados com as noções de improvisação e os conceitos de suíngue e groove, que provém da música popular.